Ballet Cristiana Packer

26/03/2012 O Ballet Romântico

Entre o fim do século XVIII e o início do século XIX, a Europa viveu o período do romantismo, movimento literário que atingiu a todas as outras formas de arte e ao próprio movimento social, incluindo a dança. As características principais desse movimento são a idealização do amor, a adoração do místico e a elevação do espírito, coexistindo, por tanto, um mundo real com um sobrenatural. 

Para visualizar as influências do romantismo sobre a dança, basta observar que os balés criados durante esse movimento pregam a magia e a delicadeza dos movimentos, onde a protagonista, apaixonada, representa fragilidade. Também são típicos os temas e personagens que envolvem a mitologia grega. 

O balé que marcou o início da fase romântica na dança foi “A Sílfide”, criado por Filippo Taglioni em homenagem a sua filha Marie Taglioni. As sílfides são imagens etéreas do eterno feminino, que dançam com um poeta sonhador em busca de um ideal, história e personagens tipicamente românticos. Foi nesse trabalho que foi usado os primeiros tutus românticos, vestidos longos feitos de filó ou tule com saias cortadas em godê ou franzidas. Os tutus são usados até hoje, porém, variam com o tipo de dança e físico da bailarina. 

Muitos dos balés românticos apresentam o “ato branco”, segundo ato representando o sobrenatural, sonhos e devaneios dos personagens, no qual as bailarinas usam tutus brancos. Como é o caso de “A Sílfide” e também de um dos balés mais famosos e adorados até hoje, “Giselle”. Giselle é considerado um dos maiores testes para uma bailarina, mesmo atualmente. 

Grandes evoluções nos movimentos que compunham as coreografias também ocorreram nesse período. Com a intenção de verticalizar cada vez mais os bailarinos, para torná-los mais idealizados (sugerindo que flutuavam), foram trabalhados e acrescentados os saltos, também para as bailarinas. Para fazer com que as mulheres pudessem dançar encostando apenas a ponta dos pés no chão, os passos de elevação e sustentação por meio de fios invisíveis também foram incorporados. Em seguida, o símbolo da bailarina clássica e de sua imaterialização e espiritualidade (que a torna um ser “alado”), a sapatilha de ponta, finalmente foi implementada a dança. Marie Taglioni foi reconhecida como a primeira bailarina a usá-la. 

Os progressos científicos da época, também contribuíram para a idealização dos balés românticos: a iluminação a gás foi responsável por efeitos que caracterizavam as coreografias com a leveza e o sobrenatural, por outro lado, só puderam ser concretizadas quando as cortinas passaram a ser fechadas durante os espetáculos, dividindo-os em atos e impedindo a platéia de perceber os mecanismos de tais efeitos. 

Após algum tempo, o período romântico na dança, empobreceu-se na Europa, ocasionando o declínio do balé. Porém, na Rússia, o Czar patrocinava as companhias do balé imperial, e esse declínio não ocorreu. Essas companhias, em Moscou e em São Petersburgo, foram reconhecidas por suas grandes produções e, logo, muitos coreógrafos e bailarinos franceses foram trabalhar nelas. Um de seus maiores coreógrafos chefes foi Marius Petipa. O centro mundial da dança transferiu-se de Paris para São Petersburgo e célebres balés foram criados, baseados em outras concepções, em uma nova fase do balé. 

 

Autores: Letícia Bernardo e Patrícia Rodrigues
Publicado em: 02 de Janeiro de 2008
Bibliografia: www.vetorialnet.com.br ,  www.fec.unicamp.br , www.adalgisabranco.com.br , www.balletnacionaldobrasil.com.br



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